Arquivo para dezembro, 2011

16 dezembro , 2011

Da mudez

por Renata

Não estou calada: estou pulsando.

Como hei de contar tudo o que se passa nessa dilatação do tempo chamada madrugada?

12 dezembro , 2011

Fruição

por Renata

Minha felicidade se faz de pequenas alegrias entremeadas no cotidiano: cheiro de livro novo, o riso maroto de uma filha, os olhos de veludo da outra; teu abraço sonolento nas preguiçosas manhãs de domingo.

Puro deleite.

12 dezembro , 2011

Só eu

por Renata

que acho um disparate essa obrigação de ser feliz em datas específicas, como na noite do tal Reveillón?

7 dezembro , 2011

Tem que sangrar a-bun-dan-te-men-te

por Renata

Caio Fernando Abreu

Escrever – e você sabe disso – pode eliminar essa sensação de gratuidade no existir, de coisas o tempo todo fugindo e se transformando em passado.

Eu acho então que se escrever te dá um sentido para estar viva (ou a ilusão de um sentido, que importa?), então vai e escreve e diz tudo e rasga o coração, as vísceras, expõe tudo, grita, esperneia – no papel.

1 dezembro , 2011

É isso.

por Renata

Para esta inquietude tamanha não tomar conta de mim, vou preenchendo os espaços com atividades, distrações, o que vier. Nas noites, ela se manifesta em uma insônia plena das insuficiências diárias que eu invento. E me amorteço, então, com a própria insônia.

Confesso que não sei o que fazer com esse sentimento todo que tenho aqui dentro.

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